TENDÊNCIAS DA ARTE PÓS-MODERNA
Nas primeiras décadas de seu surgimento, a arte moderna foi um fenômeno exclusivamente Europeu, representante de variadas vanguardas que iniciaram sua experimentação com novas maneiras de representar a luz e o espaço através da cor. Após a primeira Guerra Mundial, teve fim esta fase e iniciaram os movimentos Anti-Arte, como o Dada ou Dadaísmo, a arte de Marcel Duchamp, um dos precursores da arte conceitual que introduziu a idéia de Ready Made como objeto de arte e o movimento Surrealista. Neste mesmo momento grupos de artistas como de Stijl e Bauhaus inseriram novas idéias sobre a comunicação da arte com a arquitetura. Com raras exceções, os artistas repudiavam as linguagens formais como a pintura e a escultura, por estarem corrompidas e dependentes de relações comerciais. O retorno à pintura passa a ser recebido com novos artifícios, desde o uso abusivo das cores até o uso de objetos do cotidiano, adotados como suporte figurativo da própria obra. A “desterritorialização” da sociedade contemporânea pelo advento da globalização. Transpor os limites territoriais e culturais potencializou o surgimento de muitas vanguardas e suas novas tendências, que buscam, muitas vezes, no passado, fragmentos a serem reestruturados e adicionados de forma a reconstruir e a gerar uma nova experimentação - nômade e mutante – e só então renasceu a pintura.
Desmaterialização, desconstrução, transposição – Características deste panorama singular e de uma nova era para a arte. Intervir nos significados, reinventando os conceitos pré-estabelecidos, onde a técnica e teoria desprendem-se e intensificam-se de forma vivaz com a intenção de coexistir com o meio. Em meio a um mercado cultural faminto, entediado e angustiado, os espectadores sempre estão à espera de algo novo e inédito. A arte pós-moderna, mais do que qualquer coisa, busca a absorção das reações que desperta no espectador. O museu e a galeria já não são mais o templo real da obra. Em seu lugar ressurgiu o espaço cotidiano. A obra já não é mais feita com a intenção de permanecer e sim de ser executada, lembrada e discutida, onde cada instante e interferências também fizessem parte do contexto.
VANGUARDAS PÓS-MODERNAS
A pós-modernidade é uma condição social, cultural e estética do mercado capitalista contemporâneo. Um dos pioneiros do emprego do termo pós-moderno é o Francês François Lyotard.
Lyotard explica a condição pós-moderna como o fim das metas narrativas onde os grandes esquemas explicativos da arte teriam caído em descrédito e não haveria mais possíveis garantias, já que até mesmo a ciência permite controvérsias e já não é mais a fonte da verdade.
Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, prefere usar a expressão “modernidade líquida” e a caracteriza como uma realidade ambígua e multiforme.
Gilles Lipovetsky, filósofo francês, prefere o uso do termo “hipermodernidade” por considerar não haver de fato uma ruptura com os tempos modernos, contudo admite uma afloração de certas características das sociedades modernas.
MAPEAMENTO DA ARTE PÓS-MODERNA
1900 – 1918: o mundo moderno
Fauvismo - Característica: Criar, em arte, não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos; Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias; A cor pura deve ser exaltada; As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens. A pintura fauvista apresentava pincelada violenta, espontânea e definitiva. Ausência de ar livre. Colorido brutal, pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva, não correspondendo à realidade. Uso exclusivo das cores puras, escuras e quentes, como saem das bisnagas. Pintura por manchas largas, formando grandes planos, formas simplificadas, cores vivas e fortes chapadas, aplicadas com espontaneidade e aspereza. Destaques: Henri Matisse(1869-1954), André Derain(1880-1954), Maurice Vlaminck(1876-1958) e Paul Gauguin(1848-1903);
Expressionismo – Característica: A pintura registrava uma pesquisa no domínio psicológico. As cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas. O dinamismo improvisado, abrupto, inesperado. Havia a presença de textura com uma pasta grossa, martelada, áspera. A técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões. A preferência pelo patético, trágico e sombrio uso simbólico e emotivo da cor e da linha como oposição ao impressionismo que registrava uma impressão do mundo, no expressionismo o artista imprimia seu próprio temperamento sobre a visão do mundo. Destaques: Paula Modersohn-Becker(1876-1907), Emil Nolde(1867-1956), Oskar Kokoschka(1886-1980) e Egon Schiele(1890-1918);
A Ponte – Característica: desenho simplificado, formas exageradas e cores ousadas e contrastantes. Destaques: Fritz Bleyl(1880-1966), Erich Heckel(1883-1970), Ernst Ludwig Kirchner(1880-1938) e Karl Schmidt-Rottluff(1884-1976);
Ashcan School - A Escola da Lata de Lixo – Característica: não houve mudança técnica ou do estilo, mas na temática e na atitude, por uso de temas que retratavam a vida na periferia, como: prostituição, meninos de rua, lutadores de luta livre e lutas de boxe ilegal. Destaques: George Bellows(1882-1925), Ernest Lawson(1873-1929), Arthur B. Davies(1862-1939), Maurice Prendergast(1859-1924), Robert Henri(1865-1929), Everett Shinn(1876-1953), John Sloan(1871-1951) e George Luks(1867-1933);
Deutscher Werbund – Característica: aperfeiçoamento do trabalho mediante a cooperação da arte, da indústria, do artesanato, da educação, da publicidade com o objetivo de unificar as atitudes para melhorar a qualidade de vida da nação. Trazer o melhor da arte para o mundo, como permitir a transição das artes aplicadas ao design industrial e decoração. Destaques: Hermann Muthesius(1861-1927), Walter Gropius(1883-1969) e Heinrich Tessenow(1876-1950);
Cubismo – Característica: imagens compostas de um objeto visto a partir de uma variedade de ângulos – em cima, em baixo, atrás, na frente – mais do que descritos os objetos são sugeridos. Conduz o olhar a diferentes áreas da pintura e, ao mesmo tempo, cria um sentido de profundidade, chama a atenção para a superfície da tela e projeta-se no espaço do observador. Fortemente influenciada nas imagens de máscaras tribais africanas. Destaques: Georges Braque(1882-1963), Pablo Picasso(1881-1973), Fernand Léger(1881-1955), Francis Picabia(1879-1953), Juan Gris(1887-1927), Henri Matisse(1869-1954) e Paul Cézanne(1839-1906);
Futurismo – Característica: imagens cubistas em movimento, usaram formas geométricas e os planos de inserção cubistas, em combinação com cores complementares e sucessão de imagens. Destaques: Carlo Carrá(1881-1966), Giacomo Balla(1871-1958) e Umberto Boccioni(1882-1916);
Valete de Ouros – Característica: Cores vibrantes, formas simplificadas remetendo as artes gráficas populares e estilo neoprimitivo. Destaques: Mikhail Lariônov(1881-1964), Natália Gontcharova(1881-1962), Iliá Machkov(1884-1944), Piotr Konchalóvski(1876-1956) e Robert Falk(1886-1958);
O Cavaleiro Azul – Característica: defendia a liberdade do artista na escolha de qualquer estilo utilizando formas futuristas fundindo as formas uma nas outras com cores e jogos de luz ousados, com linhas e cores livres e formas espiraladas e forte expressão simbolista e espiritual das cores. Destaques: Vassili Kandinski(1866-1944), Paul Klee(1879-1940), Gabriele Münter(1877-1962), Franz Marc(1880-1916), August Macke(1887-1914) e Alfred Kubin(1877-1959);
Sincronismo – Característica: a importância do conceito, superior ao tema. Explora as propriedades e os efeitos da cor buscando uma relação entre as cores e as formas com os ritmos musicais. Destaques: Morgan Russell(1886-1953) e Stanton MacDonald-Wright(1890-1973);
Orfismo – Característica: ou cubismo órfico, onde as novas pinturas abstratas eram losangos luminosos, redemoinhos de cores saturadas, que se diluíam uns nos outros. No plano técnico era um tipo de pintura que dependia unicamente da cor e do contraste da cor, oferecendo uma percepção simultânea. Destaques: Sonia Delaunay(1885-1979), Robert Delaunay(1885-1941), Frantisek Kupka(1871-1957), Fernand Léger(1881-1955), Francis Picabiá(1879-1953) e Marcel Duchamp(1887-1968);
Raionismo – Característica: as pinturas raionistas retratavam não os objetos, mas a interação de raios refletidos a partir deles. Destaque: Mikhail Lariônov(1881-1964) e Natália Gontcharova(1881-1962);
Suprematismo – Característica: abstração geométrica, com o objetivo de livrar a arte da representação, liberta de qualquer conceito utilitário ou social. Forma e cor puras. Destaque: Kasimir Maliêvitch(1878-1935);
Construtivismo – Característica: estruturas esculturais de um geometrismo abstrato radical, realizadas com materiais industriais, tais como vidro, metal, madeira e gesso, ocupando um espaço real tridimensional. Celebravam a cultura mecanizada. Destaque: Vladimir Tátlin(1885-1914), Naum Gabo(1890-1977), Anton Pesvner(1884-1962), Aleksandr Ródtchenko(1891-1956) e Konstantin Mélnikov(1890-1974);
Pintura Metafísica – Característica: são pinturas tranqüilas e paradas, os cenários arquitetônicos com adornos clássicos, perspectivas distorcidas e uma estranha imaginária justaposição de objetos sem congruência. Destaques: Giorgio Chirico(1888-1978) e Carlo Carrà(1881-1966);
Vorticismo – Característica: blocos de cor, esculturas mecânicas e alienígenas. O objetivo dos vorticistas era fazer a arte englobar as formas das máquinas, fábricas e edificações modernas. O estilo era anguloso. Destaques: Wyndham Lewis(1884-1957), Cuthbert Hamilton(1884-1959), Alvin L. Coburn(1882-1966) e Lawrence Atkinson(1873-1931);
Dadá – Característica: fenômeno internacional e multidisciplinar e que significou tanto um estado mental ou modo de vida quanto um movimento. Forma de demonstração de indignação no pós-guerra, provando a falência e a hipocrisia de todos os valores estabelecidos, inclusive contra a indústria da arte. Recorria a táticas escandalosas, atacando violentamente as tradições estabelecidas no campo da arte, da filosofia e da literatura. A utilização de objetos manufaturados que eram apresentados como readymades artísticos afirmava que sua seleção jamais era ditada pelo gosto, mas com bases em uma indiferença visual, deslocando objetos do seu contexto e apresentá-los como arte alterando as convenções visuais. Destaques: Hannah Höch(1889-1979), Jean Hans Arp(1887-1966), Marcel Duchamp(1887-1968), Man Ray(1890-1977) e Tristan Tzara(1896-1963);
Purismo – Característica: celebrar a geometria e simplicidade com contornos bem definidas, em profundidade, e de perfil, pintado com cores lisas e rebaixado. Destaques: Amedée Ozenfant(1886-1966) e Charles-Edouard Jeanneret mais conhecido por Le Corbusier(1887-1965);
De Stijl – Característica: busca de um novo vocabulário visual abstrato aplicado em objetos práticos através de uma aliança entre arquitetos, designers e artistas. O uso de linhas horizontais e verticais, de ângulos retos e de áreas retangulares com cores rebaixadas e primárias. Destaques: Piet Mondrian(1872-1844), Robert van’t Hoff(1887-1979) e Jan Wils(1891-1972);
1918 – 1945: uma nova ordem mundial
Arbeitsrat für Kunst – Característica: implantação de uma arquitetura utópica, com utilização do vidro e do aço, onde as formas quase chegavam a evocar a ficção científica e um sentimento de intensidade espiritual. Destaques: Bruno Taut(1880-1938) e Adolf Behne(1885-1948);
Grupo de Novembro – Novembergrouppe – Característica: radical quanto à rejeição de formas anteriores de expressão e radical quanto ao uso de novas técnicas expressivas, de forma a reorganizar as artes, aspirava à união de todos os artistas alemães e de fato reuniu, expressionistas, cubistas e futuristas, sendo um grupo artístico com propostas também políticas. Destaques: Heinrich Campendonk(1889-1957), Otto Freundlich(1878-1943) e César Klein(1876-1954);
Bauhaus – “casa para construir, crescer e nutrir” - Característica: escola cooperativa entre a Academia de Belas Artes Weimar e a Escola de Artes e Ofícios, visava à capacitação dos alunos na teoria e prática, oferecendo-lhes as condições e preparos necessários para criarem produtos artísticos e ao mesmo tempo comerciais. Destaques: Wassily Kandinsky(), Paul Klee(), Johannes Itten(1888-1967), Georg Muche(1895-1987), Herbert Bayer(1900-1985), Walter Gropius(1883-1969), Marcel Breuer(1902-1981), Hannes Meyer(1889-1954), Ludwig Mies van der Rohe(1886-1969) e László Moholy-Nagy(1895-1946);
Precisionismo – Característica: somava influências locais como a Ashcan School e do cubismo, futurismo e purismo - foi uma espécie de cubismo provinciano ou realista, onde os temas eram, sobretudo, a paisagem urbana e industrial dos Estados Unidos. Destaques: Charles Demuth(1883-1935), Charles Sheeler(1883-1965), Louis Lozawick(1892-1973), Georgia O`Keefe(1887-1986), Morton Schamberg(1881-1918), Ralston Crawford(1906-1978) e Alfred Stieglitz(1864-1946);
Art Déco – Característica: sua estrutura identificava o uso da composição cubista integrada a tendências futuristas. Tendia a associar formas com padrões de traços da Malásia, Vietnã e Egito. Era meramente decorativa seu estilo elegante, funcional, moderno e exótico. Edifícios, esculturas, jóias, luminárias e móveis são geométricos. Sem abrir mão do requinte, os objetos têm decoração moderna, mesmo quando feitos com bases simples, como concreto (betão) armado e compensado de madeira, ganham ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim e outros materiais nobres. Diferentemente da Art Nouveau, mais rebuscada, a Arte Déco tem mais simplicidade de estilo. Destaques: René Lalique(1860-1945), Maurice Ascalon(1939–1950), Paul Poiret(1879-1944), Paul Iribe(1883-1935), Georges Lepape(1887-1971) e George Barbier(1881-1932);
Escola de Paris – École de Paris - Característica: havia um intercâmbio de idéias entre os artistas e um pluralismo de estilos, onde artistas que não se encaixavam em qualquer outra categoria, foram divididos em dois distintos grupos de artistas: um grupo de iluminadores medievais e um grupo de artistas não-franceses que trabalhavam em Paris antes da Primeira Guerra Mundial. Destaques: Amedeo Modigliani(1884-1920), Chaim Soutine(1894-1943), Jules Pascin(1885-1930), Maurice Utrillo(1885-1955) e Marc Chagall(1887-1985);
Estilo Internacional – Característica: também designado modernismo internacional, predominou na arquitetura ocidental, com suas formas retilíneas e simples, tetos planos, espaços internos abertos, ausência de ornamentação e novos materiais e tecnologias. Destaques: Walter Gropius(1883-1969), Le Corbusier(1887-1965), Adolf Loos(1870-1933), Alvar Aalto(1898-1976), Oscar Niemeyer(n.1907) e Lucio Costa(1902-1998);
Novecento Italiano – Característica: sugere uma dupla associação ao século XX e aos grandes períodos clássicos da arte italiana. Pretende-se revitalizar a arte italiana com base em uma volta a sua fonte mais pura, o classicismo, inaugurando uma nova fase de ouro na história dessa arte. Evoca um retorno aos códigos realistas de representação (a recuperação de uma noção de arte como tradução idealizada ou não do real), a reabilitação da tradição, o gosto pela obra bem-acabada e a revalorização do trabalho especializado do artista, a preservação da autonomia da obra de arte e a retomada dos valores culturais nacionais. Destaques: Anselmo Bucci (1887 - 1955), Leornado Dudreville (1885 - 1975), Achille Funi (1890 - 1972), Gian Emilio Malerba (1880 - 1926), Pietro Marussig (1879 - 1937), Ubaldo Oppi (1889 - 1942) e Mario Sironi (1885 – 1961);
Der Ring – Característica: envolvia todas as técnicas da arquitetura preparada para a nova era científica envolvendo conceitos sobre habitação e planejamento, com modelos de habitações com embasamento social utilização máxima possível da luz natural e integração de espaços verdes e abertos. Destaques: Bruno Taut(1880-1938), Otto Bartning(1883-1959), Hugo Häring(1882-1958) e Erich Mendelsohn(1887-1953);
Nova Objetividade – Característica: uma crítica ao cotidiano, ao banal e, acima de tudo, a situação política da Alemanha. Os artistas queriam apresentar uma imagem crua da sociedade no pós-guerra. Caricaturas brutais permitiam uma ênfase nas realidades de uma sociedade decadente e em processo de falência. Destaques: Otto Dix(1891-1969), George Grosz(1893-1959) e Max Beckman(1884-1950);
Surrealismo – Característica: representação do irracional e do subconsciente. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle. As formas são abstratas ou figurativas simbólicas. Destaques: André Breton(1896-1966), Antonin Artaud(1896-1948), Joan Miro(1893-1983), Yves Tanguy(1900-1955), Salvador Dali(1904-1989), Luis Buñuel(1900-1983) e Alberto Giacometti(1901-1966);
Elementarismo – Característica: amplia as suas possibilidades para além das composições abstratas, com base em ângulos retos, e no uso das cores primárias, complementadas pelo branco, o negro e o cinza. Sua essência está ligada à arquitetura, ao mobiliário, às artes decorativas e tipográficas, pela idéia central de criar um novo tipo de relação entre o artista e a sociedade. Destaques: Theo van Doesburg (1883-1931), Piet Mondrian (1872-1944) e Barth van der Leck (1876-1958);
Gruppo 7 – Característica: no sentido de promover uma arquitetura racionalista moderna em substituição da arquitetura neo-clássica. Destaques: Luigi Figini(1903-1984), Guido Frette(n.1901), Sebastiano Larco(n.1901), Gino Pollini(1903-1991), Carlo Enrico Rava(1903-1985), Giuseppe Terragni(1904-1941) e Adalberto Libera(1903-1963);
M.I.A.R. – Característica: recuperar a identidade nacional, mas, diferentemente da ideologia fascista, os arquitetos não pretendiam um retorno ao clássico, mas um resgate de seu espírito. Destaques: Luciano Baldessari(1896-1982), Giuseppe Pagano(1896-1945) e Mario Ridolfi(1904-1984);
Arte Concreta – Característica: uma arte universal onde a obra de arte deve ser inteiramente concebida e formada pelo espírito antes de sua execução, inteiramente construída com elementos puramente plásticos, isto é, planos e cores onde a pintura não tem outra significação que ela mesma, com uso de elementos simples e controlável visualmente, técnica mecânica, exata, buscando um esforço pela clareza absoluta. Portanto, a arte concreta tenta abandonar qualquer aspecto nacional ou regional e se afasta inteiramente da representação da natureza. E, negando as correntes artísticas subjetivistas e líricas, recusa o sensualismo e a arte como expressão de sentimentos. Surge também por oposição à arte abstrata. Na arte concreta a linha, ponto, cor e plano não figuram nada e são o que há de mais concreto numa pintura. Destaques: Naum Gabo(1890-1977), Anton Pevsner(1886-1962), Jean Gorin(1899-1981), Alberto Magnelli(1888-1971), Victor Pasmore(1908-1998), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Pape (1927-2004), Lygia Clark (1920-1988), Amilcar de Castro (1920-2002) e Franz Weissmann (1911-2005);
Realismo Mágico – Característica: representação meticulosa e quase fotográfica de cenas que parecem realistas, revestidas de mistério e magia, por uso de perspectivas diversas e justaposições inusitadas. Pintura dentro da pintura e justaposições incongruentes. Destaques: René Mangritte(1898-1967), Paul Delvaux(1897-1994) e Ivan Albright(1897-1983);
Cena Americana – Característica: glorificam os valores americanos tradicionais contra a arte abstrata. Destaques: Edward Hopper(1882-1967), Norman Rockwell(1894-1978), John Steuart Curry(1897-1946), Grant Wood(1892-1942) e Thomas Hart Benton(1889-1975);
Realismo Social e Socialista – Característica: Na Russia na área cultural, o realismo socialista converte-se, entre 1930 e 1950, em arte oficial, o qual referenda a linha ideológica do realismo-social-soviético, estilo que é "realista na forma" e "socialista no conteúdo", isto é, a obra de arte deve ser acessível ao povo - figurativa e descritiva - e sua mensagem, um instrumento de propaganda do regime. Desenhos, telas e cartazes publicitários mostram proletários, camponeses, soldados, líderes e heróis nacionais, freqüentemente idealizados, seja pela exaltação de corpos vigorosos. Nos Estados Unidos, geralmente, representavam os temas como um realismo urbano e providos de cenas com contrastes sociais do cotidiano urbano americano. Na França, vincula-se, também, a uma tradição mais claramente naturalista, que pensa a arte como documentação da realidade. Um realismo de feitio mais claramente "social”, voltado, para o universo rural e para a vida rústica, a representação de trabalhadores e camponeses. No Brasil, ainda que não se possa falar numa arte realista socialista, é possível lembrar artistas e obras que mais claramente abraçaram os ideais socialistas, na forma e conteúdo. Destaques: Isabel Bishop(1902-1988), Bem Shahn(1898-1969), Reginald Marsh(1898-1954), Gustave Courbet(1819-1877), Jean-François Millet(1814-1875), Honoré Daumier(1808-1879), Carlos Scliar(1920-2001), Mário Gruber(n.1927), Abelardo da Hora(n.1924), Candido Portinari(1903-1962), Renina Katz(n.1926) e Virginia Artigas(1915-1990);
Neo-Romantismo – Característica: é dividido em dois grupos de pintores os de Paris e os da Inglaterra. Caracteriza-se pelo uso de imagens fantásticas que mostram paisagens desoladas, povoadas por figuras tristes, trágicas ou horripilantes em um cenário misterioso, nostálgico e visionário. O conteúdo era simbólico, emocional e repleto de elementos humanizados, podendo ser pela utilização de objetos criados pelo homem ou presentes em uma paisagem. Destaques: René Mangritte((1898-1967), Christian Bérard(1902-1949), Paul Nash(1889-1946) e Henry Moore(1898-1986) ;
1945 – 1965: desconstruindo e construindo
Arte Bruta – Art Brüt - Característica: arte praticada por pessoas alheias à cultura artística, onde o autor tira proveito de tudo (temas, escolha de materiais, meios de transposição, ritmo, modos de escrita etc.) e de sua própria natureza, a partir de seus próprios impulsos, em que as obras têm base na exploração dos territórios da subjetividade e da imaginação criadora, por pessoas à margem da tradição e do sistema artístico. Visa valorizar a manifestação expressiva bruta, espontânea e imediata de autodidatas. Destaques: Jean Dubuffet (1901 - 1985), Madge Gill(1884-1961), Jean Fautrier(1898-1964), Alberto Burri(1915-1995) e Antoni Tàpies(n.1923);
Arte Existencial – Característica: a consciência da solidão, do vazio, do absurdo da existência e da aceitação da condição transitória. Muitos outros aspectos foram a teatralidade, a violência e a atmosfera claustrofóbica. Destaques: Francis Bacon(1909-1992), Germaine Richier(1904-1959) e Jean Fautrier(1898-1964);
Arte Marginal – Característica: arte realizada por não artistas, contudo, apresenta sinceridade e perseverança em sua composição desinteressada com o intuito único do fazer. Destaques: Nek Chand(n.1924) e Le Facteur Cheval(1836-1924);
Abstração Orgânica – Característica: formas abstratas arredondadas, baseadas naquelas que se encontram na natureza. Também conhecida por abstração biomórfica. Os maiores destaques estão na escultura, design e mobiliário. Destaques: Isamu Noguchi(1904-1988), Henry Moore(1898-1986), Alexander Calder(1898-1976) e Arne Jacobsen(1902-1971);
Arte Informal – Característica: pintura abstrata gestural. Destaques: Michel Tapié(1909-1987), Hans Hartung(1904-1989) e Wolfgang Schulze(1913-1951);
Expressionismo Abstrato – Característica: a tinta é gotejada e/ou atirada ao ritmo do gesto do artista, que gira sobre o quadro ou se posta sobre ele. A nova atitude, física inclusive, do artista diante da obra subverte a imagem do pintor contemplativo e mesmo a do técnico ou desenhista industrial que realiza o trabalho de acordo com um projeto prévio. Descartada também está a noção de composição, ancorada na identificação de pontos focais na tela e de partes relacionadas. A obra de arte, fruto de uma relação corporal do artista com a pintura, nasce da liberdade de improvisação, do gesto espontâneo, da expressão de uma personalidade individual Destaques: Jackson Pollock(1912-1956), Mark Rothko(1903-1970), Adolph Gottlieb(1903-1974), Willem de Kooning(1904-1997), Ad Reinhardt(1913-1967), e Isamu Noguchi(1904-1988);
CoBrA – Característica: defende a livre expressão e o gesto espontâneo associados à retomada dos imaginários, mágico e folclórico, e transparecem na explosão de cores, no vaivém de linhas que definem contornos e imagens, nos quais o observador se detém numa espécie de jogo lúdico. Bichos e figuras que parecem retirados de um caderno de desenhos infantil. Destaques: Christian Dotremont(1922-1979), Asger Oluf Jorn(1914-1973), Joseph Noiret(n.1927), Karel Appel(n.1921), Constant(n.1920) e Corneille Guillaume Beverloo(n.1922);
Arte Beat – Característica: a performance passa a ser um elemento fundamental, inexistindo fronteira entre a arte e a vida, para que a arte fosse uma experiência vivida em todos os locais de encontros sociais, não apenas em museus. Havia um desprezo pela cultura conformista e materialista, assim mesmo a recusa em ignorar o lado sombrio da vida americana – violência, corrupção, censura, tabus, racismo e hipocrisia. Destaques: Jay DeFeo(1929-1989), Wallace Berman(1926-1976), Jess Collins(n.1923), Robert Frank(n.1924), Claes Oldenburg(n.1929) e Larry Rivers(1923-2002);
Arte Cinética – Característica: a arte que se move ou parece se mover. Incorpora o movimento do real com elementos móveis ou apóia-se no movimento do observador para obter uma ilusão do mesmo, podendo, também, transformar o espaço ao redor do espectador com o uso do reflexo da luz. Destaques: László Moholy-Nagy(1895-1946), Alexander Calder(1898-1976), Abraham Palatnik(n.1928), George Rickey(1907-2002), Jean Tinguely(1925-1991), Karl Gerstner(n.1930), Almir Mavignier(n.1925), Jeffrey Steele(n.1931), Gehrard von Graevenitz(n.1934), Larry Pons(n.1937), Soto(1923-2005), Le Parc(n.1928), Sérgio de Camargo(1930-1990), Lygia Clark(1920-1988) e Servulo Esmeraldo(n.1929);
Kitchen Sink School – Característica: obra figurativa e realista, retratava cenas enfadonhas, que não tinham nada de heróico e sim o cotidiano dos lares – cozinhas bagunçadas, quintais e prédios. Destaques: John Bratby(1928-1992), Derrick Graves(n.1927) e Jack Smith(n.1928);
Neodadá – Característica: retorno ao movimento dada, sobretudo no que diz respeito ao uso de objetos ou temas derivados da vida cotidiana. Constitui a partir de composições com combinações inusitadas de elementos comuns. Contudo, ainda que haja a produção de um conjunto os objetos, não perdem o seu primeiro sentido. Destaques: Larry Rivers(1923-2002) e Jasper Johns(n.1930);
Combines – Característica: obras tanto com aspecto de pintura como com o aspecto de escultura. Destaque: Robert Rauschenberg(n.1925);
Arte Funk – Característica: uso de materiais nada comuns, reinstaurando uma nova dimensão ao realismo. Os temas eram sempre questões polêmicas – pena de morte, aborto, violência, doença, envelhecimento e morte. Destaques: Bruce Conner(n.1933), George Herms(n.1935) e Ed Kienholz(1927-1994);
Novo Realismo – Característica: as obras deste período são interessantes por sua relação muito direta e provocativa com questões sociais contemporâneas, podendo ser encaradas como críticas radicais à cultura de massa e ao desperdício. Objetivava a mudança radical em relação às correntes artísticas vigentes. Os artistas de estilos diversos utilizavam meios diversos e de caráter exato, buscando o inédito para suas obras. Trata-se de religar a esfera da arte ao mundo, baseando-se na introdução dos elementos do real nos trabalhos de arte, onde a ação não se dá mediante sua transcrição conceitual ou representação pictórica, mas antes, por meio da apropriação direta de seus fragmentos, investindo-os de um potencial expressivo em si mesmos e trabalhando-os como signos de uma nova linguagem. Destaques: Yves Klein(1928-1962), Arman(n.1928), Raymond Hains(n.1926), Jean Tinguely(1925-1991), César(1921-1998), Gérard Deschamps(n.1937), Mimmo Rotella(n.1918), Niki de Saint-Phalle(1930-2002) e Christo(n.1935);
Assemblage – Característica: surgiu como por acidente do acaso o estilo foi criado para classificar um tipo colagem em três dimensões que se expandiram por meio de instalações e performances. Não se podia classificar as obras como pintura ou escultura, pois, mais do que pintadas, desenhadas, modeladas ou esculpidas, elas eram predominantemente reunidas. Em parte ou em seu todo, os elementos das obras são materiais, objetos ou fragmentos naturais pré-formados ou manufaturados e, principalmente, por não serem vistos como materiais de arte. É, em base, uma estética da acumulação onde todo e qualquer tipo de material pode ser incorporado à obra de arte. Destaques: Jim Dine(n.1935), Allan Kaprow(n.1927), Ed Kienholz(1927-1994), Claes Oldenburg(n.1929), Joseph Cornell(1903-1972) e Louise Nevelson(1899-1988);
Arte Pop – Característica: as temáticas abordadas eram: a vida cotidiana e seus objetos comuns. Incorporaram as histórias em quadrinhos, a publicidade e as imagens da televisão e cinema. O traço era simplificado e as cores saturadas. Eram signos e símbolos retirados do imaginário que cercam a cultura de massa e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística contrária ao hermetismo da arte pós-moderna erudita, sendo um dos movimentos que recusam a separação arte da vida e defendem que a arte é feita para todos. Destaques: Richard Hamilton(n.1922), Eduardo Luigi Paolozzi(1924-2005), Richard Smith(n.1931), Peter Blake(n.1932), Andy Warhol(1928-1987), Roy Lichtenstein(1923-1997), Claes Oldenburg(n.1929), James Rosenquist(n.1933) e Tom Wesselmann(1931-2004);
Arte Performática – Performance - Característica: combina elementos do teatro, das artes visuais e da música, contudo, não há participação do público. As performances articulam modalidades diferentes de arte – dança cinema, música, teatro, literatura - coloca em questão a própria definição da arte, e preocupa-se com as relações humanas com arte na tentativa de romper a barreira do artista, obra e espectador. Destaques: Georges Maciunas(1931-1978), Nam June Paik(n.1932), John Cage(1912-1992), Joseph Beuys(1921-1986), Gilbert Proesch, 1943, e George Passmore, 1942), Rudolf Schwarzkogler(1941-1969), Günther Brüs(n.1938), Herman Nitsch(n.1938), Bruce Nauman(n.1941), Schwarzkogler e Vito Acconci(n.1940), Flávio de Carvalho(1899-1973), Wesley Duke Lee(n.1931), Nelson Leirner (n.1932), Carlos Fajardo(n.1941), José Resende(n.1945) e Frederico Nasser(n.1945);
Fluxus – Característica: uma forma de atitude diante do mundo, do fazer artístico e da cultura que se manifesta nas mais diversas formas de arte; contudo, não há ênfase no artista criador, onde o não saber quem executou a obra é parte da obra. A obra pode sofrer intervenções de qualquer um, onde o espectador participa da obra em colaboração na forma e na expressão. Destaques: Ben Vautier(n.1935), Robert Watts(1923-1988), George Brecht(n.1926), Yoko Ono(n.1933), Shigeko Kubota(n.1937), Per Kirkeby (n.1938), Wolf Vostell(1932-1998) e Joseph Beuys(1912-1986);
Arte Op – Arte Ótica, Op Art ou Optical Art - Característica: os artistas realizam pesquisas sobre efeitos óticos objetivando um método de interagir com a ilusão derivada pela luz na percepção e visão do espectador. Sugere um diálogo direto com a indústria e a mídia, enfatizando a sugestão do movimento do olhar sobre o objeto da arte. Nas composições, em geral, abstratas, linhas e formas seriadas se organizam em termos de padrões dinâmicos, que parecem vibrar, tremer e pulsar. O olhar, convocado a transitar entre a figura e o fundo, a passear pelos efeitos de sombra e luz produzidos pelos jogos entre o preto e o branco ou pelos contrastes tonais, é fisgado pelas artimanhas visuais e ilusionismos. Destaques: Victor de Vasarely(n.1908), Bridget Riley(n.1931), Carlos Cruz-Diez(n.1923), Jesús-Raphael Soto(n.1923), Lothar Charoux(1912-1987), Almir Mavignier(n.1925), Ivan Serpa(1923-1973) e Abraham Palatnik(n.1928);
1965 – Hoje: além do pós-modernismo
Minimalismo – Minimal Art - Característica: formas elementares de corte geométrico, simples sem ilusões ou metáforas. O objeto fica em um terreno paralelo entre a pintura e a escultura. A obra é desprovida de efeitos decorativos ou emotivos. São idéias simples e neutras. Materiais como vidro, aço e acrílico, são os mais utilizados para estas obras. Destaques: Donald Judd(1928-1994), Dan Flavin(1933-1996), Carl André(n.1935), Carlos Fajardo(n.1941) e Ana Maria Tavares(n.1958);
Arte Conceitual – Característica: renuncia completamente ao objeto físico, usando mensagens verbais ou escritas para transmitir idéias, ou seja, a idéia ou conceitos constituem a verdadeira obra. Destaques: Piero Manzoni(1933-1963), John Baldessari(n.1931), Robert Barry(n.1936), Joseph Beuys(1921-1986), Hans Haacke(n.1936), Gerhard Richter(n.1932), Shusaku Arakawa(n.1936), Marcel Broodthaers(1924-1976), Jan Dibbets(n.1941) e Cildo Meireles(n.1948);
Body Art – Característica: o corpo é o suporte, o meio de expressão, a matéria para a realização dos trabalhos. Através do corpo realizam-se intervenções, de modo geral, associadas à violência, à dor e ao esforço físico, o sangue, o suor, o esperma, a saliva. A materialidade do corpo se apresenta como suporte para cenas e gestos que tomam, por vezes, a forma de rituais e sacrifícios. Tatuagens, ferimentos, atos repetidos, deformações, escarificações, travestimentos etc são realizados, ora em local privado, com registros em filmes ou fotografias, ou, em público, o que indica o caráter freqüentemente teatral da arte do corpo. Destaques: Arnulf Rainer(n.1929), Hermann Nitsch(n.1938), Günter Brus(n.1938), Rudolf Schwarzkogler(1940-1969), Rebecca Horn(n.1944) e Gina Pane(1939-1990);
Instalação – Característica: um ambiente ou cena, cujo movimento está dado pela relação entre objetos, construções, o ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entre suas dobras e aberturas ou, simplesmente, caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos. Destaques: Kurt Schwitters(1887-1948), Marcel Duchamp(1887-1968), Dan Flavin(1933-1996), Robert Smithson(1938-1973), George Segal(1924-2000), Mario Merz(1925), Hélio Oiticica(1937-1980), José Resende(n.1945), Tunga(n.1952) e Mira Schendel(1919-1988);
Hiper-realismo – Característica: as pinturas parecem fotografias, em que o artista trabalha, tendo como primeiro registro, os movimentos congelados pela câmera, num instante preciso. Se o modelo vivo - pessoa ou cena - sofre permanentemente as interferências do ambiente está, portanto, sempre em movimento. A também utilização de técnicas e equipamentos que permitem obter um resultado final similar à fotografia - o aerógrafo - nunca toca a tela e, portanto, não deixa impressas as marcas do gesto e do pincel; permite o controle da quantidade de tinta a ser empregada e sua distribuição regular, em que cada área do quadro é pintada do mesmo modo. A pintura obtida, nesse caso, é lisa, sem texturas nem empastes. Destaques: Richard Estes(n.1936), Malcolm Morley(n.1931), Chuck Close(n.1940), Audrey Flack(n.1931), John Salt(n.1937), Duane Hanson(1925-1996), Ron Mueck(n.1958) e Rigoberto Torres(n.1960);
Suport-Surface - O modo de exposição da obra - sobre o solo apoiada numa parede - contra a forma tradicional de exibição das telas. Trata-se de rever a idéia de quadro - grande emblema da arte ocidental - através do desnudamento de sua materialidade. O quadro realiza-se, assim, pela mera combinação de um suporte e de uma superfície. Destaques: Claude Viallat(n.1936), Louis Cane(n.1943), Antonio Dias(n.1944), Cildo Meireles(n.1948) e Waltercio Caldas(n.1946);
Videoarte – Característica: o vídeo e a televisão passam a ser ferramentas do artista na construção de sua obra, e são freqüentemente, associados a outras mídias e linguagens, buscando trazer novos elementos para o debate sobre o fazer artístico. As imagens projetadas são planejadas para ampliar as possibilidades de pensar a representação, parte da idéia de espaço como campo perceptivo, onde o campo de visão do espectador é alargado, transitando das imagens em movimento do vídeo ao espaço envolvente da galeria. As cenas, sons e cores produzem, de modo geral, uma expansão, conferindo ao espaço um sentido de atividade e almejando multiplicar as possibilidades do trabalho artístico com o tempo e espaço. Destaques: Bill Viola(n.1951), Naim June Paik(n.1942) e Tony Oursler(n.1957);
Earth Art – Earth Work ou Land Art - Característica: uma nova relação entre o ambiente natural ou ambiente urbano criado pelo homem e o trabalho artístico, em que o ambiente sofre intervenções pelo gesto do artista, transformando o entorno com obras de grandes dimensões, as quais são registradas por filmes ou fotografias. O foco das obras é o fruto da experiência que se manifesta no espectador. Destaques: Robert Morris(n.1931), Walter Maria(n.1935) e Christo(n.1935);
Neo-expressionismo – Característica: telas de grandes formatos, materiais diversos, como palha, chumbo, pasta de pigmentos, pratos quebrados e cacos de cerâmica. Pode conter um formato abstrato ou figurativo. O tratamento dos materiais tende a ser tátil, sensual ou tosco e as emoções são expressas com vibração. Destaques: Anish Kapoor(n.1954), Anselm Kiefer(n.1945) e Gerhard Richter(n.1932), Daniel Senise(n.1955), Jorge Guinle(1947-1987) e Leonilson(1957-1993);
Sound Art – Característica: utilização dos sons na obra de forma a explorar seu fenômeno acústico, psico-acústico, tecnológico, eletrônico, o meio ambiente, as vias urbanas, o corpo humano, filmes etc, sujeitando o espectador a um debate sobre a relação sonora no universo contemporâneo. Atua sobre a percepção do espectador e o ambiente a sua volta, sugerindo memórias que interpõem barreiras. Destaques:Lee Ranaldo(n.1956), Brian Eno(n.1948) e Katarina Matiasek(n.1965);
Web Art – Característica: é uma mistura de arte visual e de ciência da computação. Utiliza-se da ferramenta da internet e da computação gráfica para reproduzir, multiplicar e sincronizar. O advento da utilização da web para tornar a arte infinitamente reproduzível e acessível a todos, desterritorializando a arte em tempo e espaço, onde o artista pode concluir sua obra e, imediatamente, ser visto e copiado por milhões de pessoas no planeta. Uma pirataria permissiva e ideológica que procura desmistificar os códigos de valor, cultural e a autenticidade.